A Indicação Geográfica (IG) "Terras do Sado", utilizada para os vinhos da região de Setúbal, vai ser alterada para "Península de Setúbal". Esta alteração irá abranger os vinhos de todos os concelhos do distrito de Setúbal.
Todas as especificações técnicas e geográficas podem ser consultadas na Portaria nº 695/2009, de 29 de Junho.
Artur Mesquita
29/06/2009
24/04/2009
Acabaram os vinhos da Estremadura
Saiu ontem em Diário da República (http://dre.pt/pdf1sdip/2009/04/07900/0241602420.pdf) a nova região com Indicação Geográfica (IG) "Lisboa" para a produção de vinhos que englobará as sub-regiões da Estremadura e da Alta-Estremadura. Assim, a IG "Estremadura" vai deixar de existir como IG e todos os vinhos que sejam produzidos nestas duas áreas geográficas e que obedeçam aos critérios legalmente instituidos passarão a designar-se como provenientes da IG Lisboa. Os vinhos que vierem a beneficiar da IG Lisboa serão produzidos desde Pombal, no extremo norte, até Cascais/Oeiras, no extremo sul.
Identicamente a outras regiões, foi criada a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa à qual compete o controlo da produção , o comércio e a certificação dos vinhos IG Lisboa.
Artrur Mesquita
Identicamente a outras regiões, foi criada a Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa à qual compete o controlo da produção , o comércio e a certificação dos vinhos IG Lisboa.
Artrur Mesquita
15/04/2009
Mateus Rosé
Nos anos 40 do século passado, o Sr. Fernando Van Zeller (pai) pretendia criar uma imagem para o seu vinho rosé. Para esse efeito, recorreu a um grande amigo seu que tinha um majestoso palácio na zona de Vila Real. Nesse entendimento propôs-lhe a cedência dos direitos de imagem a troco de um pagamento financeiro executado de uma só vez. Assim, o seu amigo cedeu-lhe os direitos de imagem sobre o Palácio de Mateus encontrando-se esse contrato vigente até aos nossos dias. Actualmente, jão são os descendentes dos originais contratantes que se sentam à mesa para falar sobre esse contrato. Isto demonstra bem como tem sido longa a vida da marca "Mateus Rosé" celebrizada no vinho de mesa rosé, com a sua tradicional garrafa, com mais de 60 anos e milhões de garrafas vendidas nos mercados internacionais.Pouco depois da introdução do rosé nos mercados da Europa e dos E.U.A., a família Guedes apercebeu-se que o seu vinho, além de ser um enorme sucesso de vendas, possuía uma aptidão especial para acompanhar a comida chinesa e asiática que começava a fazer furor a partir de 1970 na Europa e no mundo ocidental. Foi mais uma razão para o Mateus Rosé ser o grande campeão de vendas dos vinhos portugueses no estrangeiro.
E o que pensam os portugueses do Mateus Rosé?
Pensam que nem sequer é digno da palavra "vinho". "Vinho só se for tinto!..."
Enquanto sucesso de vendas estrondoso lá fora é ignorado cá dentro, dando razão às nossas características como povo - o que é nosso é desprezado em detrimento do que recebemos dos outros países. O nosso bipolarismo permite-nos pensar que hoje temos os melhores vinhos do mundo e na hora seguinte invertemos esta tendência. Infelizmente na nossa história encontram-se demasiados casos similares.
O Mateus Rosé não só é um caso sério de sucesso internacional de vendas como, através da sua popularidade, tem sido um trampolim para a introdução e a divulgação dos vinhos portugueses e da palavra "Portugal" no mundo inteiro. As milhões de garrafas vendidas todos os anos podem atestar isso. Está na altura de mudarmos e de começarmos a dizer que o que é nosso é mesmo bom!
Artur Mesquita
Vinho do Sr. Martell
Durante os anos do último quartel do século XIX, a filoxera (doença originária dos E.U.A. que ataca as videiras acabando por dizimá-las) atacou e matou praticamente todas as vinhas de Portugal, depois de ter acontecido o mesmo nos restantes países europeus. Sem vinhas faltou ao povo o vinho e, sobretudo, faltaram as enormes quantidades de vinho de baixa qualidade que tradicionalmente era destilado para aguardente e para bagaço.
Estes produtos eram consumidos em grandes quantidades, quer aqui na metrópole, quer no ultramar português de então. Seguiram-se várias crises vinhateiras responsáveis pela queda de governos, tanto na monarquia como já na república.
Chamaram-se técnicos de vários países e de França veio o Sr Martell que conseguiu replantar muitas das vinhas do Ribatejo e da Estremadura pondo-as a dar frutos. Graças às enxertias que utilizava, as videiras sobreviveram e o vinho começou a ser feito novamente. De tal forma foi que o aumento da produção de vinho que o povo começou a falar em "vinho feitos à Martell". Daí à expressão ainda hoje utilizada de "vinho a martelo" foi um pequeno salto. De salientar que a conotação negativa que esta frase tem hoje (vinho feito por meios ilícitos) não tem comparação com a época da estada do Sr. Martell em Portugal.
Artur Mesquita (Fonte:IVDP)
Estes produtos eram consumidos em grandes quantidades, quer aqui na metrópole, quer no ultramar português de então. Seguiram-se várias crises vinhateiras responsáveis pela queda de governos, tanto na monarquia como já na república.
Chamaram-se técnicos de vários países e de França veio o Sr Martell que conseguiu replantar muitas das vinhas do Ribatejo e da Estremadura pondo-as a dar frutos. Graças às enxertias que utilizava, as videiras sobreviveram e o vinho começou a ser feito novamente. De tal forma foi que o aumento da produção de vinho que o povo começou a falar em "vinho feitos à Martell". Daí à expressão ainda hoje utilizada de "vinho a martelo" foi um pequeno salto. De salientar que a conotação negativa que esta frase tem hoje (vinho feito por meios ilícitos) não tem comparação com a época da estada do Sr. Martell em Portugal.
Artur Mesquita (Fonte:IVDP)
O vinho e as mulheres
As mulheres são mais sensíveis do que os homens ao ingerirem a mesma quantidade de álcool. A taxa de álcool no sangue é sempre superior à dos homens.
O corpo masculino contém cerca de 70% de líquidos ao contrário das mulheres que só atinge os 65%. Uma mulher e um homem com o mesmo peso que bebam o mesmo volume de álcool são afectados de forma diferente. Esse volume de álcool dilui-se mais nos homens porque têm mais água no seu organismo. Por outro lado, o homem costuma ser mais pesado do que a mulher. Esse facto aumenta o volume de proporção do líquido no seu corpo. Eis a justificação para as figuras que as mulheres costumam fazer quando bebem uns copos!
Claro que existem algumas excepções...
Artur Mesquita
O corpo masculino contém cerca de 70% de líquidos ao contrário das mulheres que só atinge os 65%. Uma mulher e um homem com o mesmo peso que bebam o mesmo volume de álcool são afectados de forma diferente. Esse volume de álcool dilui-se mais nos homens porque têm mais água no seu organismo. Por outro lado, o homem costuma ser mais pesado do que a mulher. Esse facto aumenta o volume de proporção do líquido no seu corpo. Eis a justificação para as figuras que as mulheres costumam fazer quando bebem uns copos!
Claro que existem algumas excepções...
Artur Mesquita
O vinho "leve"
Há marcas e produtos que são dignos de nota pelo enorme sucesso que conseguiram obter no mercado. Uma delas é o vinho do Douro "Evel".Há muitos anos atrás, quando esta marca foi criada, procurava-se um vinho fácil de beber, mais atractivo para os paladares de quem conhecia a região do Douro (antigamente os vinhos não tinham a qualidade dos nossos dias...). Em suma, pretendia-se encontrar um vinho leve que fosse agradável de beber.
Quando finalmente os enólogos chegaram a um lote que era satisfatório foi necessário criar uma marca para comercializar esse vinho. Então alguém se lembrou de registar a palavra "leve" ao contrário. Em markting, esta decisão foi importante: "Evel" é uma palavra fácil de pronunciar e de recordar!
Artur Mesquita (Fonte: IVDP)
Fraudes do Vinho Fino (Vinho do Porto)
O Vinho do Porto é vitima de imitações e fraudes em todo o mundo. Austrália, Moldávia, Polónia, Bélgica... E até Brasil e Espanha!...
Ao comprar uma garrafa de Vinho Fino (esta é a verdadeira designação na região onde ele é produzido) analise atentamente o que tem pretensões de comprar.
Poderão ver as imitações em
http://www.ivp.pt/pagina.asp?codPag=96&codSeccao=6&idioma=0
Artur Mesquita
Ao comprar uma garrafa de Vinho Fino (esta é a verdadeira designação na região onde ele é produzido) analise atentamente o que tem pretensões de comprar.
Poderão ver as imitações em
http://www.ivp.pt/pagina.asp?codPag=96&codSeccao=6&idioma=0
Artur Mesquita
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